Proteção dos membros protected
De ccppbrasil.org
Quando queremos que um membro de nossa classe seja visível apenas dentro dos métodos da classe e dentro dos métodos das classes derivadas dessa classe usamos o nível de proteção protected. Isso, é claro, não quer dizer que uma classe derivada vá ter acesso aos membros protegidos de outra:
#include <iostream>
using namespace std;
class Base
{
protected:
int m_protected;
};
class Derivated : public Base
{
public:
int GetProtected();
int GetAnotherProtected();
};
class AnotherDerivated : public Base
{
};
int Derivated::GetProtected()
{
return m_protected; // tudo bem. sou um Derivated; tenho meus direitos!
}
int Derivated::GetAnotherProtected()
{
AnotherDerivated anotherDeriv;
return anotherDeriv.m_protected; // inacessível. não estamos em AnotherDerivated!
}
int main()
{
Derivated deriv;
deriv.GetProtected();
deriv.GetAnotherProtected(); // isso não vai dar certo...
}
Saída:
error C2248: 'Base::m_protected' : cannot access protected member declared in class 'Base'
see declaration of 'Base::m_protected'
see declaration of 'Base'
Esse é o motivo fundamental do porquê não podemos fazer isso:
// another chance
int Derivated::GetAnotherProtected()
{
Base base; // somos derivados dessa base, não somos?
return base.m_protected; // mas não é por isso que vamos acessar um membro protegido de boa.
}
Ao acessar membros protegidos, é importante o tipo da expressão que está do lado esquerdo do "." ou da "->". Afinal, o nível de proteção se baseia no escopo, e as classes são um escopo. É por isso que consigo acessar os membros protegidos de um outro objeto de minha classe, mesmo sendo outro objeto:
// dentro da lei
int Derivated::GetAnotherProtected()
{
Derivated deriv; // meu irmão: typeid(deriv) == typeid(*this).
return deriv.m_protected; // mesmo tipo do escopo: meus direitos são preservados
}
A definição do escopo é tudo o que o compilador dispõe para saber se acessa ou não acessa um membro. Podemos ter acesso a m_protected enquanto somos do tipo Derivated, mas não quando o mesmo objeto é usado como Base:
// fora-da-lei
int Derivated::GetAnotherProtected()
{
Base& base = *this; // os genes da minha mãe.
return base.m_protected; // eu não me acesso! tipo o subconsciente...
}
Essa proteção parece desnecessária - e até mesmo inválida - quando lidamos com o mesmo objeto que acessa. Afinal, somos nós mesmos! Só que o compilador não sabe disso, e ele deve desconfiar de tudo e de todos para evitar esse tipo de ataque:
// espertinho, hein?
int Derivated::GetAnotherProtected()
{
AnotherDerivated anotherDeriv; // não acesso os protegidos desse aqui...
Base& base = anotherDeriv; // mas quem sabe se eu acessar os genes da minha mãe?
return base.m_protected; // nada feito =(. Também, se nem eu mesmo consegui me acessar...
}
Agora a proteção do compilador faz sentido. Parece um detalhe babaca, mas que muitas vezes pode gerar a discórdia e indignação dos programadores para com a linguagem C++, que permite (quase) tudo.
Artigo original: Caloni.com.br
